No dia 25 de março de 2011, na aula de Oficina IV, assistimos ao filme “A Rede Social”. O filme conta a história de Mark Zuckerberg, o criador do Facebook. No ano de 2003, o então estudante de análise de sistemas da Universidade de Harvard, Zuckerberg, após levar um “fora” da namorada, tem a idéia de criar um website com vistas a comparar a beleza das estudantes de Harvard. Para a criação desse website denominado “FaceMash”, Mark Zuckerberg recebe ajuda de Eduardo Saverim, um de seus poucos amigos. A criação do “FaceMash” apesar de ter um repercussão muito polêmica, teve um grande número de acessos, chamando a atenção dos irmãos Winklevoss, que queriam criar um site de relacionamento para os acadêmicos de Harvard. Os Winklevoss convidam Zuckerberg para trabalhar com eles, ajudando-os a construir o tão almejado site de relacionamento para a elite universitária, Zuckerberg aceita o convite. Algum tempo depois, Mark conta ao amigo Eduardo sua idéia sobre a criação de uma rede social destinada aos estudantes de Harvard, onde estes pudessem compartilhar informações pessoais, sociais, fotos, com segurança. Zuckerberg funda essa idealizada rede social e seu amigo Eduardo entra como co-fundador, com um patrocínio inicial de mil dólares.
Em pouco tempo, a rede social criada por Zuckerberg com o patrocínio de Eduardo, se torna um grande sucesso, não somente na Universidade de Harvard, popularizando-se em outras Universidades dos EUA e da Europa. Em pouco tempo, o Facebook espalhou-se por todo o mundo, atingindo um milhão de membros.
O filme mostra Mark Zuckerberg respondendo a dois processos, um de seu amigo Eduardo, que sentiu-se traído por Zuckerberg enquanto o Facebook ia se popularizando mundialmente, e outro pelos irmãos Winklevoss, que alegaram que Zuckerberg roubou a idéia de ambos para criar sua rede social. O criador do Facebook fez um acordo com Eduardo e os Winklevoss. Atualmente, o fundador do Facebook está entre os jovens mais ricos do mundo, sua fortuna está avaliada em mais de 13 bilhões de dólares.
Através desse filme, pudemos perceber o impacto da internet, das redes sociais, das tecnologias da informação, na sociedade. Muitas pessoas preferem os relacionamentos virtuais às relações pessoais. Se por um lado é bom o uso dessas tecnologias para que as pessoas possam manter contato com seus familiares, amigos, conhecidos que moram longe, por outro lado, tem um aspecto negativo, que consiste na perda de vínculos afetivos, de relações pessoais, inerentes ao ser humano.
Podemos levar essa discussão até a prática profissional do assistente social. Os avanços na tecnologia, nos meios de comunicação, e na velocidade da informação também atingem as atuações do Serviço Social. Há de se pensar na possibilidade da implantação de um sistema de informação integrado a que todos os profissionais tivessem acesso e pudessem trocar informações, como no princípio do "Facebook". Uma possibilidade capaz de inserir o assistente social efetivamente na era da tecnologia. Por outro lado, num país como o Brasil, cuja extensão territorial é de uma dimensão enorme (e, por isso, há muita diversidade), haveriam entraves para a implementação do mesmo. O sigilo, por exemplo, seria algo fundamental que deveria ser garantido. E, talvez, com um sistema de uso tão disseminado, isso se perdesse.
Frisa-se, por último, que a implementação do mesmo não substituiria, de forma alguma, o trabalho do assistente social. Pelo contrário, auxiliaria para sua efetiva execução, na perspectiva da garantia de direitos dos usuários.
